A política nacional para minerais críticos e estratégicos abre novas perspectivas para o setor mineral brasileiro, mas desafios estruturais, especialmente o alto custo do gás natural, ainda limitam a capacidade do país de agregar valor à sua produção.
Isso é o que avalia José Carlos Martins, da Cedro Participações, em entrevista ao programa Mapa da Mina.
Martins destacou que o minério de ferro de alta qualidade, conhecido como “minério verde”, foi incluído na nova legislação como mineral crítico. Segundo ele, isso representa um avanço significativo.
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“Os minérios de maior qualidade é a melhor ferramenta que a siderurgia dispõe para reduzir suas emissões”, afirmou.
Ele ponderou, no entanto, que não nutre “muitas ilusões” de que a siderurgia deixará de emitir carbono no curto prazo, estimando que uma transformação radical nesse sentido levaria entre 50 e 70 anos.
Entraves para pelotização no Brasil
Ao ser questionado sobre a viabilidade de investimentos em pelotização, briquetagem e redução direta no Brasil, Martins reconheceu o potencial do país, mas foi enfático quanto ao principal entrave.
“Infelizmente, por razões do conhecimento geral, nós nunca conseguimos ter um gás no Brasil a um preço competitivo”, disse.
