O Brasil quer liderar a produção sustentável de alimentos e ampliar sua presença no mercado mundial de petróleo. Essas duas ambições exigem uma explicação que o governo deve à sociedade: como serão conciliadas, por quanto tempo e com quais resultados para o clima?
Essa discussão interessa diretamente ao produtor rural. Quem planta, cria e investe no campo depende de condições climáticas que permitam planejar.
Quando esse planejamento perde confiabilidade, aumentam os riscos, o custo do crédito e a dificuldade de contratar seguro. A conta chega à produção e ao preço da comida.
O clima já mudou a conta
O conhecimento científico já estabeleceu que as emissões humanas de gases de efeito estufa aquecem a atmosfera e os oceanos, alterando extremos climáticos. Isso não significa atribuir qualquer tempestade ao aquecimento global. Significa reconhecer que continuamos tomando decisões de longo prazo diante de riscos que estão mudando.
Cidades, estradas, sistemas de abastecimento e calendários agrícolas foram organizados com base no comportamento histórico do clima. À medida que esse comportamento se altera, precisamos rever investimentos e a própria ocupação do território. Há consequências para a saúde, a segurança das famílias e a capacidade de produzir alimentos.
O campo mostra o caminho. Falta dar escala
Foi nessa direção que o Canal Rural realizou, em 6 de novembro, no Jockey Club de São Paulo, a sexta edição do Fórum Planeta Campo.
