A alta dos juros no Reino Unido na 5ª feira (5.nov.2026) ampliou as dificuldades para o Banco Central brasileiro reduzir a Selic. O BoE (Banco da Inglaterra) elevou a taxa em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 4% ao ano. Foi o 1º aumento desde agosto de 2023. A decisão se soma à manutenção de juros elevados em outras economias desenvolvidas, como Estados Unidos, Zona do Euro e Japão.
A autoridade monetária britânica citou como fatores determinantes para a decisão: a escalada do conflito no Oriente Médio, o aumento nos preços globais de energia e uma atividade econômica doméstica mais forte do que o esperado. O encarecimento do petróleo e do gás natural, provocado pela guerra, também aumenta as pressões inflacionárias em outras economias.
Quando os juros sobem ou permanecem elevados em países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, os investimentos nessas economias se tornam relativamente mais atraentes do que nos mercados emergentes. Isso pode reduzir o fluxo de dólares para países como o Brasil, pressionando negativamente a cotação do real e encarecendo produtos importados. O resultado é um risco adicional para a inflação brasileira, que limita o espaço para cortes da Selic.
O BC decidiu na 4ª feira (4.nov) manter a Selic em 13,75% depois de 5 reuniões em que determinou cortes na taxa. A expectativa de economistas é de manutenção da Selic nesse patamar em dezembro. O Brasil tem o maior juro real do mundo.
