Segundo a pesquisa “O Brasil depois das urnas”, realizada pela Quaest e divulgada neste domingo (8), 60% dos eleitores dizem que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se comportou mal diante do resultado da eleição presidencial.
A porcentagem se refere à parcela de 70% dos eleitores que disseram saber que Flávio questionou o processo eleitoral e se autodeclarou presidente do Brasil.
O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), logo após a confirmação da reeleição de Lula (PT) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), declarou à imprensa que pediria a anulação do pleito. Dois dias depois, em 27 de outubro, o parlamentar fugiu do Brasil para os Estados Unidos.
De lá, se autoproclamou presidente do Brasil em uma primeira carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, mas diante da repercussão negativa do caso, corrigiu o termo logo depois para “líder do Brasil”.
O levantamento deste domingo mostra que as atitudes de Flávio são vistas positivamente por 25% dos eleitores, enquanto 9% têm uma opinião neutra. Outros 6% não souberam ou não responderam.
A mesma pesquisa foi feita pela Quaest em dezembro de 2022, quando Jair Bolsonaro perdeu a reeleição para Lula e viajou aos Estados Unidos dois meses depois de perder o pleito para o petista, em 2022. À época, 45% classificou o comportamento do ex-mandatário como mau e 41% como bom. Aqueles que não consideraram nem bom ou ruim eram 8%, enquanto aqueles que não sabiam ou não souberam responder, 6%.
