A quinta temporada de Arcanjo Renegado estreia no dia 12 de novembro e promete aprofundar os conflitos apresentados nos episódios anteriores. Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, José Júnior, criador da série, adiantou que os novos capítulos terão ainda mais cenas de ação e desdobramentos políticos, mantendo a proposta de aproximar a ficção dos acontecimentos do cotidiano brasileiro.
“A gente subiu bastante a quantidade de ação, o público se identifica muito com a ação, vão ter desdobramentos da trama. A gente vai mostrar cada vez mais a realidade do Rio de Janeiro”, afirmou.
Segundo ele, parte das situações retratadas foi filmada há cerca de um ano, mas acabou encontrando paralelos com acontecimentos recentes, como as guerras entre facções e as operações policiais em comunidades. O roteirista e produtor também destacou que a trama política da série dialoga com questões das esferas estadual e federal. Para José Júnior, essa proximidade com a realidade é uma das marcas da produção.
“Tá cada vez mais, digamos assim, conectada com a realidade, que é uma marca do Arcanjo Renegado, assim como é uma marca dos projetos da AfroReggae Audiovisual”, declarou.
Outro destaque da nova temporada é a chegada de Alexandre Frota à dramaturgia. Após cerca de dez anos afastado da televisão como ator, ele interpretará um secretário de Segurança Pública. José Júnior contou que já acompanhava a trajetória do artista há décadas e revelou que a parceria também vai além da série: a produtora prepara um documentário em quatro episódios sobre a vida de Frota. “O Frota é um ser único”, resumiu.
O criador de Arcanjo Renegado elogiou a dedicação do ator à preparação para o papel e disse estar satisfeito com a escolha. “Ele já está fazendo um trabalho incrível de pesquisa, ele me manda bastante as pesquisas que ele está fazendo, bastante para o personagem. Então, ele é um cara muito estudioso, muito dedicado”, contou.
Na conversa, José Júnior também falou sobre os capítulos mais controversos da trajetória de Frota, os sonhos que ainda tem para o país e os planos de expansão da AfroReggae Audiovisual, incluindo a produção de filmes e até de um jogo eletrônico inspirado em seus projetos.
O que o público pode esperar da nova temporada de Arcanjo Renegado?
A quinta temporada de Arcanjo vem dando prosseguimento à quarta, porque a quarta e a quinta são duas temporadas interligadas. A gente subiu bastante a quantidade de ação, o público se identifica muito com a ação, vão ter desdobramentos da trama. A gente vai mostrar cada vez mais a realidade do Rio de Janeiro e muita coisa que a gente filmou há um ano, por uma triste coincidência, tem acontecido bastante nos dias atuais, como essa questão das guerras de facção, da polícia operando em favela. Parte da nossa trama política tem muito a ver com o momento atual, tanto na esfera estadual quanto na esfera federal. Tá cada vez mais, digamos assim, conectada com a realidade, que é uma marca do Arcanjo Renegado, assim como é uma marca dos projetos da AfroReggae Audiovisual.
Arcanjo Renegado sempre esteve muito próximo de questões como violência, corrupção, política e segurança pública. Existe algum limite entre retratar a realidade e correr o risco de influenciar debates que estão acontecendo fora da ficção?
Eu não posso falar que tem limite quando você trabalha com verossimilhança, né? A gente trabalha muito com verossimilhança e inspirado muito em questões que a gente vê no nosso dia a dia. O Arcanjo é uma série muito carioca, muito regional, mas com demandas que acontecem no Brasil inteiro. Porque a questão de corrupção, de violência, dos problemas sociais, não só do Rio, como do Brasil inteiro, é uma pauta nacional. Tem um termo antigo utilizado nas décadas passadas que o Rio é a caixa de ressonância, né? Se falava muito isso. E é verdade, o Rio é uma, vamos dizer, agora adaptando aos dias atuais, um grande hub para tudo que é questão, seja positiva, negativa. Então o Rio de Janeiro é esse hub que acaba exportando não só para o Brasil, como para o mundo inteiro.
