Por José Lorêdo Filho*
O país inteiro assistiu, consternado, à histeria da esquerda no primeiro turno e, sobretudo, no segundo turno do último pleito presidencial, ao apresentar o candidato conservador como uma ameaça à democracia e às instituições. Um típico quadro de centro-direita, como o senador Flávio Bolsonaro, ganhou ares de “fascista”. Somente quem desconhece a velha retórica esquerdista pode se surpreender com esse expediente, vindo de quem veio.
O “gabinete do ódio” legalizado, mas à esquerda
Esse tipo de patrulhamento terá impulsionado a virada eleitoral do atual presidente? Ora, a figura histriônica que encabeçou o tal “Exército do Lula” teve parca votação para deputado federal por Minas: em torno de 78 mil votos, elegendo-se pelo quociente partidário. Como é possível que um político de votação exígua tenha liderado a virada petista no segundo turno? O fato é que a sua “genialidade” já foi devidamente requerida por seus camaradas argentinos e espanhóis.
Em todo caso, não terão sido diminutos os efeitos de uma campanha raivosa a mais não poder, tutelando, intimidando e chantageando as parcelas mais vulneráveis da população brasileira. O senador Flávio Bolsonaro não era apenas um adversário político, mas um tirano em potencial, que poria abaixo a democracia e os direitos sociais, implantaria uma “ditadura militar”, aboliria o SUS e a CLT, perseguiria homossexuais, negros e pardos, entregaria as nossas riquezas a Trump, entre outros absurdos.
