Escovar os dentes parece um gesto banal, mas por trás dele há um princípio básico da física que a humanidade usa por instinto há milênios: o atrito. As cerdas da escova, quando esfregadas contra os dentes, desprendem restos de alimentos e placas bacterianas que vivem na boca. E é essa fricção, combinada ao creme dental, a responsável por deixar nossos dentes limpinhos - sem danificá-los.
Desde, pelo menos, o século 15, é assim que funcionam as escovas de dentes. Até mesmo as versões mais modernas, como as escovas de dentes elétricas, partem do mesmo princípio do atrito. Nesses casos, o motor interno da escova gera movimentos automáticos rápidos nas cerdas - e é o contato físico direto contra a superfície dos dentes que remove mecanicamente a sujeira dos dentes.
Agora, pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, podem ter inovado essa técnica milenar. Eles desenvolveram uma escova de dentes que funciona não apenas por atrito mecânico, mas também por meio de uma carga elétrica gerada durante a escovação. A eletricidade tem como objetivo eliminar as bactérias que favorecem a formação de placa bacteriana e impedir que elas invadam os dentes.
Os pesquisadores demonstraram que, após três meses de uso, aqueles que utilizaram a escova experimental apresentaram níveis significativamente menores de placa bacteriana, inflamação gengival e sangramento, em comparação aos usuários das cerdas de nylon.
