Nas semanas que antecederam a eleição em Israel, havia uma visível expectativa do crescimento da participação dos partidos árabes dentro do Parlamento. Além do conhecido descontentamento da sociedade árabe frente ao atual governo, uma intensa campanha eleitoral foi realizada em suas cidades e vilarejos, em rádios e outras mídias. O crescimento da criminalidade dentro deste setor, aliado às decisões do ministro da Segurança, Itamar Ben Gvir, entre outras iniciativas, invadir assentamentos ilegais beduínos e retirar regalias das prisões israelenses, naturalmente influenciariam as urnas.
Ainda assim, o comparecimento massivo deste segmento da população às seções eleitorais surpreendeu, saltando de 53% em 2022 para 77% neste ano, um recorde histórico no país. O partido Ra'am e a Lista Conjunta, que reúne três partidos, viram sua representatividade no Parlamento praticamente dobrar, crescendo de 10 para 19 mandatos. Caso seja formado um governo, eles serão o terceiro maior bloco político.
Presença recorde nas urnas
O trânsito ao redor dos postos de votação começou a ficar intenso já nas primeiras horas da manhã de 27 de outubro, em Israel, as seções são abertas a partir das 7h. Ao longo de todo o dia, a mídia reportou sobre as filas intermináveis, e inéditas, de cidadãos árabe-israelenses nos postos de votação.
