Era só o que faltava para a família Bolsonaro, seus fiéis seguidores e eleitores de ocasião: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, reconhecer a vitória de Lula no último dia 25, ou, pelo menos, admitir que o processo eleitoral brasileiro decorreu sem evidências de fraude. Não o fez até hoje. Não está com pinta de que o fará tão cedo.
Como ficariam por lá os fugitivos Flávio e Eduardo? Ou não ficariam? Afinal, ambos dispõem de passaporte italiano que os habilitaria a escapar para a Itália, abrigo temporário ou definitivo da ex-deputada Carla Zambelli. Se tivesse permanecido aqui, ela estaria presa, depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Você não lembra mais de Zambelli, ligada a um hacker famoso? Nem do furor provocado por ela no centro da capital paulista ao correr com uma arma em punho à caça de um militante político com quem trocara desaforos no meio da rua? Foi na véspera do segundo turno da eleição de 2022, perdida por Jair Bolsonaro para Lula.
Habituado a culpar os outros por seus próprios erros, o ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, apontou o dedo para Zambelli: sim, se não fosse ela, ele teria sido reeleito. Para tal, faltaram-lhe poucos votos. O ex-deputado Roberto Jefferson também teve culpa, porque recepcionou com tiros e granadas agentes federais que foram dar uma batida em sua casa, no Rio de Janeiro.
