A senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem intensificado as articulações para a eleição à presidência do Senado em 2027. Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL), ela procura apoio entre senadores de oposição e do centrão, e tem se reunido com integrantes da bancada feminina. Sua prioridade, afirma, é se tornar a primeira mulher a presidir a Casa.
O movimento ocorre em meio a uma disputa de bastidores com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição ao cargo.
Na próxima terça-feira (10), ele recebe as senadoras em exercício e as recém-eleitas em um café da manhã na residência oficial do Senado. O encontro foi organizado pela líder da bancada feminina, Professora Dorinha (União-TO), e é visto como tentativa de atrair votos que Tereza também disputa.
Segundo aliados, a senadora busca se apresentar como uma espécie de “terceira via” entre Alcolumbre, apoiado por governistas, e Rogério Marinho (PL-RN), da oposição.
Seus defensores avaliam que Tereza tem maior trânsito entre os diferentes grupos do Senado, inclusive entre os governistas. A aposta é que ela consiga conquistar apoio em partidos do centrão que resistem à candidatura de Marinho, mas também não desejam a recondução de Alcolumbre.
Tereza avalia que também herdaria parte dos votos de Marinho caso ele desistisse da disputa. No cenário inverso, porém, acredita que seus apoiadores se dividiriam entre o colega do PL (Partido Liberal) e Alcolumbre.
