O movimento MAGA saiu derrotado das eleições de meio de mandato, mas ainda mantém presença dominante tanto na sociedade americana quanto dentro do Partido Republicano. É o que avalia Feliciano de Sá Guimarães, professor de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), em análise sobre o cenário político dos Estados Unidos após os resultados do pleito.
“Não há ainda, claramente, forças opositoras dentro do Partido Republicano que questionem a centralidade do movimento MAGA no partido”, afirmou.
O professor observou que alguns membros do partido que fazem uma oposição discreta a Trump começaram a atribuir responsabilidades a integrantes do governo ou ao próprio Trump na tentativa de se distanciar politicamente.
Ele citou o caso do vice-presidente, JD Vance, no entanto, Guimarães alertou que seria um erro subestimar a força do MAGA, que está aliado a movimentos de extrema-direita em âmbito internacional, inclusive no Brasil.
Mesmo diante de um eventual enfraquecimento nos próximos dois anos, Guimarães considera muito possível que Trump tenha papel decisivo na definição de quem será o próximo candidato republicano à presidência.
O professor ponderou que, caso a aprovação de Trump caia para patamares abaixo de 30% os candidatos republicanos tentarão se afastar dele. Caso contrário, sua influência sobre o partido permanecerá significativa.
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