Midterms: no Maine e Alasca, cadeiras ocupadas por Republicanos podem ser conquistadas por Democratas
Se o governo do presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá encontrar obstáculos institucionais mais robustos para prosseguir com sua agenda interna agora, a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, as midterms, confirmada pelas apurações das urnas, não mudará a postura da Casa Branca atual em relação ao Brasil.
Para analistas ouvidos pela BBC News Brasil, a mudança na correlação de forças da política americana manterá intactas as tarifas impostas por Trump aos produtores nacionais, as pressões para que o país se afaste da China (principal parceiro comercial brasileiro desde 2009) e se reaproxime da esfera de influência americana, e a classificação das duas maiores facções criminosas, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, que abriu uma brecha para incursões militares dos EUA em território nacional.
"O Congresso mais democrata até modifica a capacidade de interlocução com o Itamaraty, mas ele não terá condições de mexer na política comercial de Trump, justamente onde estão as implicações mais fortes sobre a relação entre Washington e Brasília hoje", avalia o economista Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre 2007 e 2009, e ex-diretor do Banco Mundial entre as décadas de 2000 e 2010.
Vitória democrata nos EUA não deve aliviar pressão de Trump sobre Brasil, avaliam analistas
