Se você é um usuário constante nas redes sociais, sabe que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está em alta. O sucesso vem justamente de um atributo que muitos não imaginavam que o órgão tinha: destruir e explodir materiais apreendidos do garimpo ilegal.
O garimpo é a extração ou exploração de substâncias minerais, como ouro e diamantes, de alguma área. A atividade é considerada ilegal quando ocorre sem a autorização de órgãos competentes e sem o licenciamento ambiental.
Para escapar de eventuais fiscalizações, os garimpeiros costumam selecionar áreas mais afastadas e com menor infraestrutura. É justamente por esse motivo que, quando o Ibama realiza operações nesses lugares e apreende os materiais ilegais, há uma dificuldade na remoção de máquinas, aeronaves e outros equipamentos.
A solução é destruir tudo para que os veículos também não sejam recuperados após o fim da fiscalização.
“A inutilização dos equipamentos busca impedir sua reutilização em atividades ilegais, contribuindo para a interrupção imediata das infrações ambientais e para a prevenção de novos danos ao meio ambiente. O efeito de descapitalização dos grupos criminosos, que ocorre após a destruição do maquinário, torna inviável economicamente a manutenção das atividades nos locais onde ocorre fiscalização”, destaca o analista ambiental do Ibama, Rodrigo Cunha Pires, em entrevista ao Metrópoles.
