Quando a gerente comercial Patrícia Raquel Dantas, de 37 anos, voltou para casa com a filha Alícia, imaginava que poderia respirar aliviada e o pior já tinha passado. Nascida com 27 semanas de gestação, em maio de 2017, a menina prematura havia passado cerca de três meses internada no Hospital Materno Infantil, em São Luís. Antes do parto, a mãe já tinha permanecido outros dois meses no hospital, tentando prolongar a gravidez.
A bebê recebeu alta com pouco mais de dois quilos, e a família retornou para Santa Inês, no Maranhão, a mais de 250 quilômetros da capital. Pouco depois, uma notificação da maternidade trouxe outra preocupação: o teste do pezinho havia apontado uma suspeita de hiperplasia adrenal congênita.
“Eu nunca tinha ouvido falar naquela doença e não sabia o que significava”, lembra Patrícia. Encaminhada para uma endocrinologista infantil na Apae, Alícia passou a receber acompanhamento e medicação diária para controlar os hormônios.
O diagnóstico acrescentou necessidades à rotina de uma criança que já precisava de atenção pela prematuridade. A história de Alícia, hoje com 9 anos, mostra como os cuidados continuam após a alta, com consultas, avaliações do desenvolvimento e orientações para a família.
