Anna Francesca Wolf Bandeira, conhecida carinhosamente como Dona Anna, foi a primeira pessoa para quem a velejadora e escritora Tamara Klink contou, aos 23 anos, que planejava navegar em solitário. “Até eu comprar a Sardinha 2, minha avó tinha sido minha principal apoiadora. Era a primeira e por muito tempo a única pessoa que sabia dos meus projetos de navegação.”
A importância de Dona Anna é tanta que Tamara conta, no livro “Bom dia, inverno”, que guardava os 50 minutos de ligação pelo satélite para o último dia do mês para poder usá-los para conversar com ela.
Inclusive, até hoje alguns vídeos que a velejadora posta no Instagram quando está em travessia começam com a frase “Oi, vovó”, que já virou um jargão. E foi Dona Anna quem escolheu o nome “Sardinha” para o primeiro veleiro de Tamara por causa do tamanho pequeno.
“Antes de ser navegadora, eu sou neta da minha avó. Abrace sua avó, durma ao lado dela, festeje cada encontro”, aconselha.
Tamara Klink estará em Brasília, em mais uma edição do Metrópoles Talks, para compartilhar os aprendizados no encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado”.
