O Papa Leão incentivou cerca de 40 mil pessoas, muitas das quais esperaram durante a noite, sob chuva, na fronteira entre o Uruguai e a Argentina, a superarem suas divergências, durante sua viagem por uma região marcada por profundas divisões políticas.
Leão, que realiza uma viagem de 12 dias por três países, percorreu cerca de 750 km entre Montevidéu e Paysandú, um polo econômico às margens de um rio, no noroeste do Uruguai. No local, uma multidão se reuniu sob uma chuva intensa, que diminuiu pouco antes de sua chegada.
Ele foi o primeiro papa a visitar a cidade, situada às margens do rio Uruguai. O local foi escolhido pelo Vaticano para a primeira missa de Leão na América do Sul por ser de fácil acesso a peregrinos de toda a região.
A multidão, reunida em um vasto parque na extremidade sul da cidade, irrompeu em aplausos e tocou buzinas enquanto Leão passava em um papamóvel aberto, sob ventos fortes.
Em seu sermão, Leão inspirou-se na vizinha Ponte Internacional General Artigas, que conecta o Uruguai à Argentina.
“Não é difícil imaginar os benefícios que uma ponte traz: abertura, comunicação e intercâmbio. É por isso que é tão importante sermos construtores de pontes!”, disse ele.
