A Justiça do Paraguai decretou neste sábado, 7, a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña. O juiz Humberto Otazú determinou que ele permaneça no Regimento de Escolta Presidencial, unidade militar localizada em Assunção. A decisão integra a investigação sobre o colapso do Ueno Bank, instituição financeira que administrava recursos públicos e atendia milhões de clientes.
O Ministério Publico acusou Peña de lesão de confiança e administração em proveito próprio. Segundo a acusação, ele teria usado o cargo de presidente para influenciar decisões de órgãos públicos e empresas estatais que mantiveram depósitos e recursos na instituição financeira, apesar de seus vínculos anteriores com o grupo controlador do banco.
O magistrado justificou a prisão preventiva pela necessidade de garantir que o ex-presidente paraguaio permaneça no país durante o processo. Também considerou as informações às quais Peña teve acesso enquanto ocupava a Presidência, inclusive sobre o sistema financeiro e o crime organizado.
Ex-presidente do Paraguai nega irregularidades
Peña compareceu neste sábado à sede do Ministério Público para prestar esclarecimentos. Ele estava acompanhado do advogado Ricardo Preda e optou por permanecer em silêncio durante o procedimento judicial.
A defesa negou as acusações. Preda afirmou que o ex-presidente vai colaborar com a investigação e declarou esperar que o processo termine com o arquivamento do caso.
