A Polícia Civil de São Paulo indiciou o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasuk) por associação a organização criminosa e pediu à Justiça a prisão preventiva dele. A solicitação se tornou pública neste sábado, 7.
O inquérito integra a Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de ônibus e no sistema de transporte público paulistano.
A corporação também indiciou outras 12 pessoas e solicitou a prisão preventiva dos investigados. Os agentes encaminharam o relatório final, com 104 páginas, à Justiça na sexta-feira 6. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deve analisar os pedidos no início da próxima semana.
Leite está preso temporariamente desde 18 de setembro. Ele passou pela Cadeia Pública de Mogi das Cruzes e, em 20 de outubro, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos. A mudança ocorreu em meio a suspeitas de que o ex-vereador teria recebido regalias de policiais civis durante a detenção.
Polícia aponta atuação em empresas de ônibus
Segundo a investigação, Leite seria responsável pela operação de empresas que estariam sob controle da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Civil também o aponta como dono de fato da Transwolff, companhia de ônibus que atua na capital paulista.
O relatório afirma que o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo ocultou e destruiu provas.
