A Justiça do Paraguai determinou neste sábado (7.nov.2026) a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña e do ex-presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo. A decisão do juiz Humberto Otazú atende a um pedido do MP, que investiga ambos por suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos e previdenciários depositados no Ueno Bank. Além da prisão preventiva, o órgão também pediu medidas para identificar e preservar seus patrimônios.
Peña é acusado de incentivar decisões que teriam causado prejuízo aos cofres públicos e de administrar recursos em benefício próprio. Carvallo responde pelos mesmos 2 crimes e também por produção imediata de documentos públicos com conteúdo falso, segundo o MP.
O pedido de prisão preventiva foi apresentado 1 dia depois de Peña sofrer impeachment. O Senado paraguaio aprovou por unanimidade a destituição na 6ª feira (6.nov), depois de a Câmara dos Deputados também votar pelo afastamento. Peña havia apresentado um pedido de renúncia, mas não compareceu à sessão do Senado.
O ex-presidente estava preso provisoriamente desde 6ª feira (6.nov). Após a destituição, o ex-presidente foi transferido da prisão domiciliar para o Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar paraguaia. Ele cumpria a medida por determinação anterior do Ministério Público, que já investigava sua relação com o Ueno Bank.
