O primeiro-ministro cessante e líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, fez neste sábado (7) um apelo para a formação de um governo de unidade nacional com os partidos da coalizão que até agora o apoiavam no governo, apesar de, após as recentes eleições, eles não contarem com deputados suficientes na Knesset, ou Parlamento israelense.
“Há quem queira que um governo assuma rapidamente, na próxima semana, com aqueles que apoiam o terrorismo”, afirmou Netanyahu, em referência velada a Eisenkot. “Formar um governo no Estado de Israel com aqueles que querem eliminar o Estado de Israel”, acrescentou.
Um governo assim, “dependente de simpatizantes do Hamas, não lutará contra o Hamas” e não defenderá os soldados israelenses que estão em Gaza e no Líbano, repreendeu ele.
Por isso, ele pede “um governo de unidade nacional que inclua todos os partidos do campo nacional e todos os partidos sionistas que desejam proteger nosso país”. “Um governo de unidade nacional eliminará de forma permanente a ameaça nuclear do Irã, protegerá Israel como Estado judeu e nos trará unidade”, prometeu.
Com essa proposta, Netanyahu dá marcha à ré em relação à abordagem da última segunda-feira, quando defendeu “um amplo governo nacional” que ele próprio lideraria, com a ressalva de que a coalizão que pretende formar agora não teria um líder claro à frente.
