O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, tem sido chamado de “socialista” e “comunista” por internautas nas redes sociais. Apesar de se identificar como um político de direita e apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o mineiro tem feito declarações e defendido medidas que parte dos usuários associa a pautas tradicionalmente vinculadas à esquerda.
A repercussão ganhou força depois que Cleitinho publicou um vídeo sobre a decisão do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais) de suspender patrocínios anunciados pelo governo estadual de Mateus Simões (PSD) a clubes de futebol, como alternativa à perda de receitas com a proibição das casas de apostas. A iniciativa previa R$ 32 milhões, por meio da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), destinados a Atlético-MG (R$ 15 milhões), Cruzeiro (R$ 15 milhões) e América-MG (R$ 2 milhões).
No vídeo, o senador questionou o uso de recursos de empresas estatais para patrocinar equipes que, segundo ele, são administradas como SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) e pertencem à iniciativa privada. Cleitinho também afirmou que o anúncio dos patrocínios foi uma medida eleitoreira e disse ter procurado o Tribunal de Contas depois de vencer a eleição para tentar barrar os repasses.
O mineiro justificou a oposição à medida com a situação financeira do Estado.
