Quem joga videogame hoje raramente pensa no objeto que carrega o jogo. Basta escolher um título na loja virtual, esperar o download e começar. Mas por décadas a mídia física foi parte central da experiência: o peso do cartucho, o barulho do disco girando, a caixa na estante e o ritual de soprar os contatos quando o jogo não funcionava.
A história dessas mídias também é a história das próprias limitações técnicas e comerciais da indústria. Cada mudança de formato aconteceu porque os jogos precisavam de mais espaço, os fabricantes queriam reduzir custos ou o público exigia mais conveniência.
Em 2005, o Xbox 360 manteve o DVD, mas o formato já mostrava limites. Alguns jogos passaram a ocupar múltiplos discos, e até títulos gigantes como Grand Theft Auto V acabaram exigindo dois discos no console, com o segundo instalado no disco rígido.
A resposta veio do Blu-ray, adotado pela Sony no PlayStation 3, lançado em 2006. Com 25 gigabytes por camada e 50 em discos de duas camadas, o formato eliminou boa parte do problema. A disputa contra o HD DVD, apoiado pela Toshiba e pela Microsoft, terminou em 2008 com a vitória do Blu-ray.
A chegada da alta definição
O Blu-ray também acompanhou a transição para a alta definição. Com o PlayStation 3 e o Xbox 360, resoluções como 720p e 1080p se tornaram padrão, e as texturas e os modelos precisaram crescer para preencher telas cada vez maiores. Mais pixels significam mais dados, e o disco foi essencial para acomodá-los.
