A Polícia Civil de São Paulo indiciou Milton Leite (DEM), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, por associação ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e pediu sua prisão preventiva. O pedido foi apresentado ao fim do inquérito da operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração da facção criminosa no sistema de transporte público paulista. As informação são do Uol.
Segundo a investigação, Leite teria atuado diretamente na administração de empresas sob controle do PCC e seria o proprietário de fato da Transwolff. O relatório final do inquérito, com 104 páginas, também atribui ao ex-vereador a ocultação e destruição de provas. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas por associação à organização criminosa.
Os investigadores afirmaram ainda que Leite tem elevado poder econômico e influência política. O documento também relata que ele teria mantido contato com pessoas de fora da investigação enquanto estava preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. Em depoimento, o ex-presidente da Câmara negou as acusações e declarou ser inocente.
Leite está preso temporariamente desde 18 de setembro. Ele foi inicialmente levado à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, mas transferido, em 20 de outubro, para o CDP 2 (Centro de Detenção Provisória 2) de Guarulhos. A mudança ocorreu depois de suspeitas de que teria recebido regalias de policiais civis durante a custódia.
O MP-SP deve analisar os pedidos de prisão preventiva no início da próxima semana.
