Aos 68 anos, depois de quase duas décadas fazendo campanhas do PT, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, pediu para deixar o governo Lula. Segundo apurou a reportagem, o publicitário nascido em Vitória da Conquista quer usar a reeleição do presidente como cartão de visitas para disputar campanhas em outros países e já enviou o sócio Rafael Marroquim para preparar o terreno lá fora.
Marroquim é marqueteiro de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, e sócio de Sidônio na agência Nordx Estratégia e Criatividade. Desde 2025 ajuda o ministro a cuidar da estratégia digital do governo e ganhou fama de mago na Argentina, onde a dupla enxerga a porta de entrada para o mercado latino-americano.
O desejo de sair vinha sendo confidenciado a amigos desde a vitória de 25 de outubro, sempre com o argumento de que era hora de retomar os negócios privados. No início do ano, ele havia combinado com Lula que deixaria a Secom em junho para cuidar do marketing da campanha, mas ficou a pedido do presidente e indicou o parceiro Raul Rabelo para comandar formalmente a comunicação eleitoral.
O primeiro turno, porém, não deu a Sidônio a história que ele gostaria de contar. Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro, com 45,16% contra 47,03%, numa campanha que o próprio presidente chamou de a mais desorganizada que já fez. Pressionado pelo partido, o ministro tirou férias em 12 de outubro para se dedicar à reta final.
