A Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou na 5ª feira (5.nov.2026) uma ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua ex-assessora Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí. Ela era investigada por suposta atuação como funcionária fantasma no gabinete do ex-chefe do Executivo, quando era deputado federal.
O caso ganhou repercussão nacional durante a campanha presidencial de 2018, depois que a Folha de S.Paulo revelou, em janeiro daquele ano, que Walderice mantinha um comércio de açaí em Angra dos Reis (RJ) enquanto recebia salário da Câmara. A suspeita de que fosse funcionária fantasma foi explorada por adversários de Bolsonaro, incluindo Guilherme Boulos (Psol), que questionou o então candidato durante um debate presidencial em agosto.
Bolsonaro negou irregularidades, anunciou a saída da assessora e chegou a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir direito de resposta e a retirada de reportagens da Folha. O pedido foi rejeitado pelo tribunal em setembro daquele ano.
Na decisão de 5ª feira (5.nov.2026), o juiz Rodrigo de Godoy Mendes, da 6ª Vara Federal Cível do DF, disse que a extinção da ação proposta pelo Ministério Público Federal, em 2022, é necessária, já que ficou demonstrado que Wal do Açaí atuava como interlocutora entre os moradores da Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), e o gabinete de Bolsonaro.
