A próxima eleição para o comando do Senado Federal deve refletir qual será o futuro do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é feita por cientistas políticas ouvidas pelo Metrópoles.
O Partido Liberal (PL), principal legenda de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conquistou 19 das 54 vagas em disputa para o Senado Federal no pleito de 4 de outubro, o equivalente a 35% das cadeiras renovadas este ano.
Com o resultado, a bancada do PL continuará a maior da Casa Alta e quase dobrará de tamanho a partir da próxima legislatura, saltando de 15 para 28 parlamentares.
De acordo com especialistas, a pauta ligada ao STF deve ganhar tração, mas o avanço das propostas dependerá da eleição da Mesa Diretora. A disputa pela presidência da Casa reúne o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Para se eleger presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 dis 81 votos.
Alcolumbre tem tentado atrair para si a base do governo e o centro, enquanto Marinho também busca votos do Centrão, daqueles senadores mais alinhados à oposição.
Pesa, no cálculo geral, o fato de que o voto é secreto.
Eleição
De acordo com a cientista política Caroline Maria Vieira, a eleição do presidente é fundamental para entender quais pautas ganharão força na próxima legislação.
“Depois disso, eu esperaria três frentes.
