A quebra do Ueno Bank, no Paraguai, não deve desencadear uma crise no sistema financeiro do país, desde que o processo de resolução da instituição seja conduzido de forma rápida e ordenada.
Essa é a avaliação da agência de classificação de risco Moody’s Ratings, divulgada em relatório nesta quarta-feira (5).
Em setembro, o Ueno Bank concentrava cerca de 8% dos empréstimos e 9% dos depósitos de todo o sistema financeiro paraguaio. A Moody’s classifica o episódio como negativo para o setor, principalmente pelo risco de atrasos ou perdas para clientes com depósitos acima do limite garantido.
Fenabrave: Agências de veículos pedem adiamento da reforma tributária
Setor de saúde é resiliente à economia, diz CEO do Fleury
Mega-Sena 3083: sorteio deste domingo (8) pode pagar R$ 60 milhões
Daniel Girola, analista da Moody’s Ratings, avaliou que uma intervenção desse porte em um banco de grande porte e sistemicamente importante é algo bastante raro.
“A gente nem tem precedente na história recente aqui da região”, afirmou. Segundo ele, o regulador identificou informações que estavam mal refletidas no balanço da instituição, o que acabou impactando o capital do banco.
Girola destacou que ainda não há um cenário integral da situação.
“O que a gente sabe é que eles fizeram essa resolução justamente para evitar, para garantir que a solução para o banco seja feita de uma forma ordenada, de maneira rápida e para proteger também todos aqueles que têm recursos no banco”, explicou.
