Depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições presidenciais, o PL reorganiza sua estratégia para disputar os comandos da Câmara e do Senado. Apesar de ter as maiores bancadas nas 2 Casas, a sigla depende do apoio do Centrão para formar maiorias. O bloco, porém, recalcula suas alianças diante da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos questionamentos de Flávio ao resultado eleitoral, feitos sem apresentar provas de fraude.
A relação com o Centrão é determinante para os planos do PL no Congresso. Mesmo com as maiores bancadas da Câmara e do Senado, o partido não reúne sozinho os votos necessários para aprovar, por exemplo, pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, uma das principais pautas da sigla. Por isso, a legenda precisa negociar com outras legendas para construir maiorias nas duas Casas.
Partidos como Republicanos, PP, União Brasil e Podemos se aproximaram do PL depois da vitória de Flávio no 1º turno. Com a reeleição de Lula, porém, passaram a rever suas alianças. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saíram fortalecidos, e Motta começou a receber apoios para sua recondução.
As alegações de fraude levantadas por Flávio também provocaram reações entre partidos do Centrão. União Brasil, MDB e PSDB reconheceram a legitimidade das eleições, enquanto o PDT criticou a saída do senador do Brasil.
