O TCE-MT (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso) destinou, por meio de um convênio com a Fundação Uniselva, R$ 1,4 milhão a duas empresas do advogado Nelson Wilians, alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que investiga pagamentos indevidos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As informações são do Uol.
O convênio pelo qual Nelson Wilians recebeu o dinheiro foi firmado pelo TCE-MT com a Fundação Uniselva, entidade sem fins lucrativos ligada à UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).
Em Mato Grosso, Nelson Wilians advogou para a empresa Capital Consig, investigada pela PF na Operação Fugazi, que apura suspeitas de fraudes em operações de crédito consignado envolvendo servidores públicos, aposentados e pensionistas.
Os pagamentos a Nelson Wilians e a outros prestadores de serviços não são detalhados na transparência da Uniselva. A reportagem do Uol não conseguiu acesso aos contratos, notas fiscais e as prestações de contas do serviço que teria sido realizado. Nelson Wilians não advoga para a fundação em nenhum processo público.
Carlos Eduardo Guerreiro, gerente executivo da Uniselva, afirmou ao Uol que Nelson Wilians realizava serviços de “recuperação tributária de impostos” e recebia mensalmente o valor de honorários de 18% do total de economia gerada na folha de pagamento da fundação.
A assessoria de Nelson Wilians disse que as duas empresas não estão mais em seu nome e que foram realizados serviços tributários no convênio.
