São Paulo, “Quem tinha celular, tava ligando para os bombeiros“, contou o angolano Jhony Wanga, que trabalhava no carregamento de tecidos no momento em que um prédio de quatro andares desabou, no início da noite dessa sexta-feira (6/11), no Brás, centro da capital. Ele é uma das 27 vítimas que foram resgatadas de dentro do edifício por agentes do Corpo de Bombeiros.
“Ligamos, depois de sete, oito minutos o socorro chegou no tempo certo. Nós todos estávamos ligando. Esse estava ligando, outro estava ligando, mais de 15 chamadas aí”, contou o trabalhador sobre os instantes seguintes à tragédia.
Das vítimas retiradas dos escombros com ferimentos leves, quatro foram levadas em situação estável para uma Unidade de Pronto Atendimento. Outras oito pessoas conseguiram sair do prédio por conta própria.
Jhony voltou ao local na manhã deste sábado (7/11) para tentar recuperar uma mochila que ficou sob os escombros. Ele contou à reportagem que acredita que o excesso de peso tenha causado o desabamento da estrutura. “Então, pra mim o que causou isso foi o peso, que os chineses [donos do estabelecimento] queriam levar tudo no terceiro andar, no último andar do prédio. Então, tinha muito peso. Com aquele peso é que causou isso”.
