Decidir qual roupa usar no dia, o prato de um cardápio ou definir qual filme vai assistir no fim de semana para relaxar pode ser muito desgastante.
Muitas vezes, pequenas decisões podem demandar uma grande energia mental, fazendo com que uma atividade rotineira cobre um preço alto de nossa capacidade psicológica.
Esse fenômeno tem um nome: fadiga da decisão.
De acordo com Jorlane da Silva Reis, professora de Psicologia da Unicid, a psicologia e a neurociência explicam que nosso cérebro não foi projetado para tomar milhares de decisões por dia.
“Cada escolha, por menor que seja (o que vestir, o que postar no Instagram, qual rota pegar no trânsito), consome uma carga cognitiva”, afirma.
A profissional aponta que, na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), entende-se que o cérebro ativa uma espécie de “piloto automático” para sobreviver. No entanto, ele não avalia as tarefas com o mesmo cuidado.
“O resultado é que a pessoa se sente exausta, irritada e, muitas vezes, toma decisões impulsivas ou simplesmente trava e não decide nada. É o cérebro pedindo socorro”, explica a profissional.
Esse cansaço mental pode ser percebido por pessoas que possuem muitas funções ao longo do dia, como a rotina de ser mãe, professora e psicóloga.
“De manhã, eu já tenho que decidir o café dos meninos, o trajeto com menor trânsito, o material da aula.
