O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar?
O anúncio de que o imposto seletivo - conhecido como "imposto do pecado" - passará a ser cobrado a partir de fevereiro do ano que vem gerou forte repercussão no setor produtivo e nas redes sociais.
🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o "imposto do pecado" começará a ser cobrado em fevereiro e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente nos próximos anos.
‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas
No próximo ano, o governo diz que o objetivo é manter a atual carga tributária de cada produto, ou seja, sem aumento de imposto. Mas alguns setores afetados têm se queixado de que a tributação será maior.
Países ricos já cobram
Apesar do desdobramento negativo do anúncio na sociedade, o imposto do pecado (conhecido como "sin tax" ou "excise tax" em inglês) não é um exemplo de uma "jabuticaba" brasileira, ou seja, algo que existe apenas no Brasil.
➡️Segundo estudo de 2024 sobre tributação do consumo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), fórum que reúne 38 países, todas as nações do grupo mantêm impostos seletivos ("excise duties") sobre tabaco e bebidas alcoólicas.
'Imposto do pecado' não é invenção brasileira: álcool e tabaco são taxados nos 38 países da OCDE, grupo de nações ricas
