O mandato do presidente afastado da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Antônio Américo, vai até o fim deste ano. Portanto, quando chegar o dia 31 de dezembro de 2026, estará encerrado. Se o mandato acaba, já não faz sentido manter a intervenção determinada pela Justiça.
Entendo que a intervenção diz respeito à gestão questionada pelo Ministério Público. O MP pediu, e a Justiça determinou, a intervenção na GESTÃO de Antônio Américo, diante de suspeitas de graves irregularidades administrativas, financeiras e estatutárias.
Dito isso, não faz sentido a Justiça prolongar esse caso e continuar impondo prejuízos ao futebol maranhense. O Ministério Público, acredito, deve pedir justamente isso na audiência do próximo dia 13 de novembro, que tentará, mais uma vez, uma conciliação entre as partes. O ideal é solicitar que o processo eleitoral seja retomado o mais rápido possível, sem que isso impeça a continuidade das investigações para apurar as suspeitas envolvendo a administração de Américo.
Se o MP apresentar esta proposta, vamos torcer pra ser bem recebida pelo juiz Douglas de Melo Martins. Acredito que ele possa tomar uma decisão neste sentido, sem deixar de aguardar a confirmação do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tem como relator o ministro Flávio Dino.
Entender o contrário não é zelo. Não é prudência. Na minha opinião, é seguir por outro caminho, que já flerta com o descaso. O futebol maranhense não pode passar mais tempo nessa intervenção.
