O movimento dos “coletes amarelos” convocou manifestações perto dos centros de poder em Paris, no quarto sábado consecutivo de protestos sociais contra o custo de vida e em apoio às reivindicações estudantis na França. A mobilização deste sábado (7) ocorre dois dias depois de um contingente entre 575 mil e 1,6 milhão de pessoas ter ido às ruas, atendendo a um chamado dos sindicatos, para exigir melhores salários e um aumento do poder aquisitivo.
Essa é uma das principais preocupações dos franceses que, daqui a seis meses, deverão eleger o sucessor do presidente de centro-direita, Emmanuel Macron. A ultradireitista Marine Le Pen lidera as pesquisas de intenção de voto.
Os “coletes amarelos”, que já haviam abalado o primeiro mandato de Macron em 2018 e 2019 com protestos contra o aumento de um imposto sobre combustíveis, iniciaram uma nova onda de manifestações em outubro, em um cenário de alta nos preços da energia.
Para este sábado, o grupo manteve a convocação para um protesto às 14h00 (10h00 no horário de Brasília) na Praça da Concórdia, em Paris, localizada entre a Champs-Élysées e o Museu do Louvre, apesar de a polícia ter proibido o ato. Um protesto do tipo “sentada”, planejado para ocorrer diante da Torre Eiffel, acabou não acontecendo, constatou um jornalista da AFP.
