Gabriel Wilhelms*
Alcolumbre deu um chilique no Senado, ativou o modo cabo eleitoral de Lula e demonstrou, mais uma vez, que não tem condições de continuar na presidência da casa. Em seu patético histerismo, vociferou contra a eleição de uma significativa bancada de direita na Câmara e no Senado, a qual atribuiu a ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), às instituições e à sua própria pessoa.
Dentre as sandices que o colega de festa de Vorcaro, rapazinho de Lula e capacho de Moraes proferiu, está a de que a bancada de direita eleita não se importa com democracia e Estado de Direito. Estando prestes a completar o segundo mandato como presidente do Congresso, é de se questionar se lhe sobra tempo para se informar sobre coisas triviais como, digamos, o que acontece no Brasil, mas, em nome do debate, direciono ao excelentíssimo senador algumas singelas indagações. Essa democracia e Estado de Direito ao qual o senhor se refere é esta e este dos:
Inquéritos sigilosos abertos de ofício para investigar condutas não tipificadas como crime, nos quais a suprema corte figura tanto no polo de vítima quanto de juiz?
Da censura prévia a veículos de imprensa que ousem divulgar que, em sua delação premiada, Marcelo Odebrecht citou o então presidente do STF, Dias Toffoli?
Da censura prévia a centenas de cidadãos pelo ilegal bloqueio de suas redes sociais e proscrição de suas pessoas da vida e debates públicos?
Da censura prévia a um documentário às vésperas do pleito de 2022?
