A detecção do vírus da doença de Newcastle em perus no Brasil provocou restrições comerciais que atingem aproximadamente 21 mil toneladas de carne de frango, volume considerado administrável pelo setor, segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin. Para o dirigente, a regionalização adotada pelo governo brasileiro foi fundamental para limitar os efeitos econômicos do episódio.
Em entrevista, Santin afirmou que o novo registro está dentro do raio de vigilância estabelecido pelas autoridades sanitárias e é resultado das ações de monitoramento realizadas pelo Ministério da Agricultura e pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).
“Esse quarto caso está dentro do raio de vigilância, dentro das regras que foram estabelecidas. É normal que eles apareçam exatamente porque o mapa está mostrando ao mundo que investigou e que não tem doença”, afirmou.
Segundo o presidente da ABPA, a identificação do vírus ocorreu durante um trabalho de vigilância ativa. Ele ressaltou que não houve manifestação da doença nas aves e que a notificação foi realizada em cumprimento às regras internacionais das quais o Brasil é signatário.
“É importante lembrar que esse achado, o achado de um vírus no DNA dos perus, é por conta da vigilância ativa. O governo está continuando a fazer, junto com a Cidasc e o Ministério da Agricultura, os controles e mostrando que controlou essa doença”, disse.
