Uma ala do Palácio do Planalto espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça uma sinalização mais concreta ao mercado financeiro antes de embarcar para a COP31, na Turquia. Para esses aliados, o gesto precisa ir além do pronunciamento que o presidente fará em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (8).
Uma das possibilidades defendidas por interlocutores seria o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o comando do Ministério da Fazenda. A escolha é vista como uma forma de transmitir confiança ao setor financeiro e dar um sinal sobre os rumos da política econômica do próximo mandato.
Um interlocutor do governo classificou a eventual indicação como um “lindo presente de aniversário” para Alckmin, que completa 74 anos neste sábado (7). O vice-presidente é um dos nomes cotados para assumir a Fazenda, ao lado do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A permanência de Dario Durigan também não está descartada.
A expectativa de parte dos aliados, no entanto, contrasta com o que Lula tem sinalizado publicamente a interlocutores. O presidente tem resistido à ideia de antecipar o anúncio do futuro ministro da Fazenda e indicou que pretende apresentar os nomes da equipe econômica depois de retornar da viagem internacional.
Articulação política
Além do recado econômico, a viagem de Lula à Turquia e às Filipinas é vista por integrantes do entorno presidencial como uma oportunidade para fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional.
