Ondas de calor marinhas podem comprometer a capacidade das baleias jubarte de utilizar nutrientes, manter a gestação e se reproduzir. É o que aponta um estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Havaí em Mānoa, nos Estados Unidos, publicado na revista científica iScience. A pesquisa investigou as respostas fisiológicas desses animais ao aquecimento extremo dos oceanos e revelou como a escassez de alimento pode afetar seu metabolismo e sua reprodução.
Os cientistas analisaram quase oito anos de registros bioquímicos preservados nas barbatanas de baleias jubarte fêmeas encontradas encalhadas no Havaí. Como essas estruturas crescem continuamente, elas funcionam como arquivos naturais que permitem reconstruir aspectos da nutrição e do metabolismo dos animais ao longo do tempo.
A equipe combinou análises de isótopos específicos de aminoácidos com modelos bioenergéticos, ferramentas computacionais utilizadas para estimar como os organismos consomem e distribuem energia. Dessa forma, os pesquisadores investigaram como as baleias utilizaram nutrientes e mobilizaram suas reservas energéticas antes, durante e depois de uma onda de calor marinha registrada entre 2014 e 2016 no Pacífico Norte, conhecida como The Blob.
Como ondas de calor comprometem a vida de baleias, segundo este estudo
