O mercado financeiro tem muitas expectativas em relação à política fiscal do governo recém-eleito. As principais envolvem quem será o novo ministro da Fazenda, a reforma tributária e quais serão as medidas efetivamente concretas para contar o aumento da dívida.
No entanto, a avaliação da Arko Advice é que nada deve acontecer nos próximos dias. Lula (PT) só deve realizar esse anúncio quando retornar da viagem que faz à Ásia para participar da COP 31 e da Cúpula da Asean. Com isso, qualquer declaração sobre uma equipe ministerial e uma mudança orçamentária deve ficar somente para a segunda quinzena de novembro.
Ao mesmo tempo, o Planalto tem pressa para aprovar a Medida Provisória sobre o Imposto Seletivo.
O Executivo editou o texto em cima da hora, na última semana, e agora há uma pressa para a aprovação frente ao fato que a reforma tributária entra em vigor no dia 1º de janeiro do próximo ano, e ela acaba com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Caso a MP não seja aprovada, o governo corre o risco de ficar sem arrecadação dessa alíquota. E esse cenário já deve ocorrer em janeiro, isso porque o Imposto Seletivo só entra em vigor a partir do dia 2 de fevereiro. Portanto, durante o mês de janeiro, o governo está descoberto. E cada mês de arrecadação faz falta.
Diante disso, também se discute no Congresso uma prorrogação do IPI até que o Imposto Seletivo seja aprovado.
