Em editorial publicado na edição deste sábado, 7, o jornal O Estado de S. Paulo demonstra ceticismo em relação à investigação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa composta por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder político durante as eleições de 2026.
De acordo com uma ação apresentada pelo Partido Novo, Lula, que acabou vencendo a eleição, editou 35 medidas entre janeiro e outubro para se beneficiar eleitoralmente no cargo. Entre essas medidas, estão o reajuste do Bolsa Família, as desonerações sobre combustíveis e outras benesses para motoristas de aplicativo e caminhoneiros.
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu a instauração de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a chapa Lula-Alckmin. “A decisão de Cueva não antecipa qualquer juízo de mérito. Apenas reconhece que a petição inicial descreve fatos determinados e vem instruída com os devidos documentos”, observa o Estadão.
“Mas, se o histórico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) servir de oráculo, Lula e Alckmin podem ficar absolutamente tranquilos. É provável que o desfecho dessa Aije contra eles, se houver, só venha num futuro distante. E, se vier, é grande a chance de ambos serem absolvidos.
