O quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ser marcado por uma mudança significativa na relação do presidente com o Congresso Nacional.
Segundo análise de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice ao WW, a principal diferença em relação ao terceiro mandato será o envolvimento direto de Lula nas negociações políticas com os parlamentares.
Noronha avalia que, embora a participação pessoal do presidente possa ajudar o governo a avançar sua agenda, essa estratégia também carrega custos elevados.
“Isso pode sim ajudar o governo, mas também pode trazer um custo e um desgaste para o presidente”, afirmou o especialista.
Segundo ele, ao se expor diretamente nas negociações, Lula fica mais vulnerável a derrotas que podem gerar uma percepção de fragilidade do governo.
Noronha observa que Lula já demonstra sinais dessa nova postura.
O presidente passou a realizar lives para tentar melhorar seus índices de popularidade e convidou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), para viajarem com ele à COP31.
Outra mudança sinalizada pelo governo é a intenção de cobrar maior fidelidade dos partidos da base aliada nas votações do Congresso.
Fidelidade partidária é desafio histórico
O especialista, no entanto, pondera que a cobrança por fidelidade partidária pode não ser suficiente para garantir os resultados esperados.
