O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña (Partido Colorado, direita) foi transferido da prisão domiciliar para o Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar do país, na noite de 6ª feira (6.nov.2026).
Segundo o jornal ABC Color, a medida foi adotada por razões de segurança depois de confrontos entre policiais e manifestantes nas proximidades da residência do ex-presidente, no bairro de Mbocayaty. Os manifestantes exigiam que Peña fosse preso em regime fechado.
O transporte foi realizado em um comboio de pelo menos 4 caminhonetes. Durante a saída dos veículos, moradores da região lançaram ovos e gritaram ofensas contra o ex-presidente.
Peña estava cumprindo em prisão domiciliar a pedido do Ministério Público, que o investiga por crimes relacionados ao Banco Ueno. Ele foi destituído do cargo na 6ª feira (6.nov), depois de o Congresso aprovar por unanimidade seu impeachment.
Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023, mesmo ano em que o Ueno Bank ganhou espaço no mercado paraguaio após sua transformação de financeira em banco. O ex-presidente foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025.
A oposição ao governo Peña fala em conflito de interesses e questiona empréstimos concedidos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez -afirmando que os montantes ultrapassaram os limites regulatórios.
Congressistas afirmam que o governo manipulou regras e contou com o “acobertamento” do Banco Central do Paraguai, presidido por Carlos Carvallo.
