O impeachment de Santiago Peña no Paraguai foi um golpe político “palaciano”, ou seja, articulado entre aliados, segundo o economista e cientista político Víctor Raúl Benítez, em entrevista ao WW.
Para o especialista, a traição partiu de dentro do próprio campo político de Peña, com destaque para dois nomes: Pedro Alliana, então vice-presidente e agora no comando do país, e Horacio Cartes, presidente do Partido Colorado, o mesmo de Peña.
Benítez descreveu o episódio como o colapso de um modelo de “crony capitalism”, ou capitalismo de amigos. Segundo ele, o rombo gerado por esse modelo tem grande abrangência, atingindo aproximadamente 3 milhões de contas ou clientes, o equivalente à metade da população do Paraguai.
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Para Benítez, o conflito central que motivou a crise girava em torno de um banco que estava sendo financiado com recursos públicos, em um modelo no qual a política se tornou, nas mãos de Peña, “a principal atividade privada com fins de lucro do Paraguai”.
O papel de Horacio Cartes
Benítez caracterizou Horacio Cartes, empresário e ex-Presidente do Paraguai, como o grande articulador por trás da destituição de Peña.
