Nada está confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os ministros do 4º mandato. Nenhum interlocutor do petista confirma que ele tenha citado o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para a Fazenda, por exemplo. O que circula em Brasília é algo que sempre surge na formação de um governo. O presidente escuta sugestões.
Três nomes ganharam força nas últimas semanas. Fonteles aparece para a Fazenda e o senador Camilo Santana (PT-CE), para a Casa Civil. O 3º é o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, hoje um dos prediletos de Lula. Outro nome que voltou a circular para a Fazenda é o de Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco.
Trabuco foi convidado em 2014 por Dilma Rousseff (PT) para assumir a Fazenda no início do 2º mandato, em 2015, mas recusou e sugeriu Joaquim Levy, então executivo do Bradesco. Levy assumiu a pasta e adotou um programa de ajuste fiscal apontado como um dos fatores do desgaste político de Dilma, que sofreu impeachment em 2016.
O presidente só deve começar a definir a equipe depois que voltar das viagens à Turquia e às Filipinas, em 16 de novembro. A intenção é fechar a nova Esplanada até 20 de dezembro.
QUEM PODE VOLTAR
Parte dos nomes cotados é de aliados que deixaram o governo em abril para disputar eleições e não venceram. É o caso de Fernando Haddad (PT), derrotado em São Paulo, e de Renan Filho, que disputou o governo de Alagoas.
