Canavial na região de Ribeirão Preto (SP).
Luciano Tolentino/EPTV
O preço internacional do açúcar subiu 28,8% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto os preços globais dos alimentos recuaram. Na comparação com setembro, o preço do açúcar avançou 6,6%.
Foi a quarta alta mensal consecutiva do açúcar, que atingiu o maior patamar desde dezembro de 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A principal pressão veio das chuvas, que prejudicaram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do país. Também pesaram as preocupações com a produção na Índia, na União Europeia e na Tailândia na safra 2026/27.
Segundo a FAO, a alta foi impulsionada principalmente por "interrupções relacionadas às chuvas nas operações de colheita e moagem da cana-de-açúcar" no Centro-Sul brasileiro e pelas incertezas sobre a produção na Índia, na União Europeia e na Tailândia.
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A alta do açúcar contrasta com a queda dos preços globais dos alimentos. O índice da FAO, que acompanha os preços internacionais de produtos agrícolas comercializados no mundo, ficou em 133,9 pontos em outubro, queda de 1,2% em relação a setembro.
Apesar da queda no mês, o indicador ainda estava 5,9% acima do nível de outubro de 2025.
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