O líder de uma seita apocalíptica do Quênia foi condendo, nessa sexta-feira (6/11), a 200 anos de prisão pelo assassinato de 190 crianças e de um adulto. Ao todo, Paul Mackenzie, de 53 anos, foi condenado a 100 anos por homicídio por inanição e 100 anos por homicídio direto. Outros 26 réus receberam penas de 100 a 160 anos de prisão.
De acordo com a investigação, Paul Mackenzie era responsável por uma seita que dava ordens para que os pais se deixassem morrer de fome junto aos filhos para irem ao céu antes do fim do mundo. Ele exigia que seus seguidores jejuassem até a morte, começando pelas crianças, e, caso a ordem não fosse obdecedida, ela era imposta por meio de violência, confinamento e privação de alimento e água. Ele nega ter obrigado as vítimas a morrerem.
Os membros da igreja também eram instruídos a não levar os filhos para a escola, que considerava “satânica”, e para o hospital quando estivessem doentes, chamando a medicina moderna de “instrumentos do diabo”.
