Com as investigações do Banco Master provisoriamente sob sua responsabilidade, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deu prazo de 15 dias para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre pedidos da Polícia Federal para dar continuidade ou aprofundar diligências em três frentes do caso. Os despachos foram assinados na quarta-feira (4).
As frentes são as suspeitas de fraude em operações entre o Master e o BRB (Banco de Brasília), o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o inquérito que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA).
As decisões vieram menos de uma semana depois de Fachin determinar que os procedimentos da Operação Compliance Zero, originalmente relatados pelo ministro André Mendonça, continuem na Presidência por até 90 dias, contados de 12 de setembro.
A medida é provisória e ocorre em meio a um impasse na Corte, após serem identificas referências a ministros do tribunal em documentos reunidos pela PF. Ao reter os casos, Fachin afirmou que caberá ao plenário analisar os elementos que envolvem integrantes do Supremo e decidir sobre eventuais investigações.
A decisão pode ser revista antes do prazo. Isso depende do andamento do julgamento sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do fim de um pedido de vista de Flávio Dino ou da entrega de um relatório da PF sobre as menções a ministros.
