Em menos de 48 horas, Santiago Peña renunciou à Presidência do Paraguai, teve o impeachment aprovado pelo Congresso e foi colocado em prisão domiciliar.
A crise política foi desencadeada pela intervenção no banco digital Ueno Bank, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos.
Peña foi detido por agentes da polícia paraguaia na noite de sexta-feira (6), após o Ministério Público emitir uma ordem de prisão contra ele e o ex-presidente do Banco Central, Calos Dagoberto Carvalho. Ambos são investigados por suspeitas de irregularidades relacionadas à crise financeira.
A detenção também aconteceu poucas horas depois de o Senado aprovar sua destituição, por 44 votos favoráveis.
Peña deverá permanecer em sua residência, em Assunção, até que a Justiça decida onde ele ficará durante o andamento do processo criminal. Por enquanto, o ex-presidente não utilizará tornozeleira eletrônica e será monitorado por agentes policiais.
O presidente destituído foi intimado a comparecer ao Ministério Público na manhã desta sábado (7).
O promotor Christian Benítez afirmou que as acusações ainda estão sendo definidas e que o Ministério Público analisará as provas antes de formalizá-las. Entre os possíveis crimes investigados estão abuso de confiança e tráfico de influência.
“Vamos analisar as provas e depois formular as acusações e, finalmente, o juiz criminal de garantias será quem determinará onde essa pessoa ficará durante todo o processo”, afirmou Benítez.
