No primeiro dia da visita ao Uruguai, o papa Leão XIV fez críticas ao aborto e à eutanásia, práticas legalizadas no país. Abordando o tema, o papa fez sua defesa inabalável da vida, “mesmo daquela que ainda está se desenvolvendo no útero”, disse. No Uruguai, a interrupção voluntária da gravidez é legal e regulamentada desde 2012. Na sequência, ele afirmou que “ninguém deve se sentir alienado de sua própria comunidade ou pensar que sua ausência importa mais do que sua presença”, em uma referência à legalização recente da eutanásia.
A viagem do papa à América do Sul iniciou pelo país mais laico da região, somente um em cada dez uruguaios é católico. Leão foi recebido pelo presidente Yamandú Orsi em cerimônia que contou com a presença de Lucía Topolansky, viúva de José “Pepe” Mujica; dos ex-presidentes Luis Lacalle Herrera, Luis Lacalle Pou e Julio María Sanguinetti.
Leão também lembrou do papa Francisco e lembrou da necessidade de proteção do meio ambiente. O bem comum inclui também a responsabilidade de transmitir às gerações futuras os bens que recebemos hoje. O meu antecessor, o Papa Francisco, lembrou-nos que a noção de bem comum se estende também às gerações futuras. Esta responsabilidade traduz-se em decisões que afetam a utilização dos recursos naturais e das fontes de energia.”
No discurso, o papa também destacou a importância de acordos para resolver divergências e citou o Mercosul, bloco comercial do qual o Uruguai faz parte juntamente com Brasil, Argentina e Paraguai, como bom exemplo. “A coexistência entre pessoas de diferentes origens e tradições também faz parte da história do Uruguai”, afirmou.
