O presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido para uma unidade especial das Forças Armadas do Paraguai na noite de sexta-feira (6), segundo informações dos jornais La Nacion e ABC Color.
Ele estava em prisão domiciliar após determinação do Ministério Público e foi intimado a comparecer à promotoria na manhã de sábado (7). A ordem do MP veio logo após o Senado aprovar o impeachment de Peña.
Manifestantes se reuniram em frente à residência de Peña em Assunção durante a noite. Segundo o jornal La Nacion, houve confronto entre os manifestantes e a polícia. Imagens da ABC Color mostram pessoas atirando ovos e gritando insultos contra o veículo que levava o presidente destituído.
“Da noite para o dia, há pessoas passando fome, pessoas que não têm como pagar a passagem de ônibus, pessoas que não têm o suficiente para viver amanhã. Por quê? Por causa de Santiago Peña e de todo o grupo Vázquez. Por quê? Porque eles não conseguiram controlar sua ganância, não conseguiram pensar no povo paraguaio, que hoje não tem o suficiente para sobreviver amanhã”, disse uma manifestante em frente à residência à agência Reuters.
Peña foi levado para o Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar das Forças Armadas, encarregada da segurança e proteção do presidente, sua família, ex-presidentes e líderes estrangeiros em visitas oficiais ao país.
